quarta-feira, 8 de setembro de 2010

DESISTIR? JAMAIS! (Mc 5:25 vs...)

DESISTIR? JAMAIS! (Mc 5:25 vs...)

Doze anos se esvaindo em sangue e indo de mal a pior. Tanta gente desiste por muito menos. Chantagistas, médicos sem escrúpulos, faziam parte de sua rotina. Mas isso não era o suficiente para fazê-la parar. Não era uma mulher comum. Ela sabia o que era superação. Ela sabia que Jesus haveria de passar por ali. Havia ouvido sobre sua fama. E, dessa vez, não foi um ouvir qualquer. As suas entranhas lhe diziam que agora era diferente. Ele se aproxima. Ela, sem pensar nas conseqüências, vem por trás, toca na orla dos seus vestidos. Isso faz com que de Jesus saia poder e, como num abrir e fechar de olhos, se vê livre do seu flagelo. Está limpa. Deixou de ser imunda perante os olhos daquela sociedade machista e hipócrita. Antes teve que passar por aquela multidão que a oprimia. Isso sem contar com a insensibilidade dos Seus próprios discípulos, que deveriam ser os primeiros a ajudá-la. Isso faz parte da natureza humana. Apenas uma barreira a mais. Ele pergunta quem o tocou. Queria que ela se manifestasse em público. Trêmula, confessa o que aconteceu.  Ele queria que ficasse notório o que lhe acontecera. Queria não apenas lhe curar, mas resgatar sua dignidade como ser humano, como cidadã.
Vou me apresentar agora ao sacerdote como determina a Lei; pensa a mulher. Sou uma cidadã. Tenho meus direitos de volta. Posso participar livremente da sociedade; ir ao Templo, às festas, constituir uma família. Por que não? Sou livre em Cristo Jesus. Sou livre para sempre. Aprendi que a pior prisão é o preconceito. Não apenas de quem sofre, mas, sobretudo, de quem o pratica.
Aprendamos com essa mulher que jamais desistiu de seus sonhos. Passou por cima de tudo, colocando em risco a própria vida. Não perdeu tempo em murmurar, mas gastou o que possuía de energia para alcançar seu objetivo. Não havia tempo a perder.
Não há tempo a perder meu querido(a)
Rev Emir Tavares

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A SÍNDROME DO MANÁ


..."Dar-se-á que, ao sexto dia, prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia.
Então, disse Moisés e Arão a todos os filhos de Israel : à tarde, sabereis que foi o Senhor quem vos tirou da terra do Egito.
À tarde, subiram codornizes cobriram o arraial; pela manhã, jazia o orvalho ao redor do arraial..." (Ex 16:5-6;13).

Depois de muita murmuração do povo que pensava que iria morrer de fome e ficar enterrado naquele deserto, o Senhor depois de os ter provado para que soubessem que ele é Deus e que cumpre suas promessas, manda descer do céu pela manhã como um orvalho o "break-fast" para aquele povo. Que break-fast maravilhoso e que durou quarenta anos. Cada dia tinha um sabor especial, divino, vindo diretamente dos céus. Mas isso não bastava. Queriam mais, muito mais. Então pela tardinha, através de um vento direcionado pelo Senhor, o arraial é tomado pelas codornizes. O maná dava para todo mundo e só havia uma restrição: ao sexto dia é para colherem o dobro para que ninguém o fizesse no sábado. Interessante que quem colhia muito e quem colhia pouco, para todos havia fartura. Mas, para que confiar em Deus? Vamos colher além sem cozinhar ou no forno ou em água o excedente para o dia seguinte, conforme instrução do Senhor.
O resultado é que esse maná cheirava mal e criava bichos. E não adiantava nada ir ao campo, pois no sábado não iriam encontrar nada. Isso é o fruto da desobediência: falência moral, espiritual e material.
Assim é o que acontece ao povo - de ontem e de hoje -  que não acredita na provisão do Senhor. Vai encontrar bichos podres, mal cheirosos, exatamente  na medida de sua ganância e da sua incredulidade.
Eu quero comer. Eu quero é comer mais. Eu quero. Eu quero. Eu quero. Crianças mimadas e esfaimadas. Então coma e exponha nos próprios dentes - para que todo mundo veja - a carne que exibe seu ridículo diante de Deus e dos homens.
Tem muita gente hoje em dia comendo alimento estragado e expondo nos dentes seu voraz apetite: apetite carnal, apetite dos prazeres mundanos; apetite do sexo desenfreado a qualquer custo e não importa com quem; apetite da indiferença e do desamor. É cada um por si. E nada de Deus por todos.
 Com isso os valores vão descendo ladeira abaixo. Só que lá embaixo chega-se ao sopé. Não tem mais para onde ir. Não tem mais para onde descer. Ou reconhece que chegou ao fundo do poço e quer mudanças, ou responderá por seus atos. É momento de reflexão. O que estou ganhando com isso; não só para comigo mesmo, mas principalmente para minha família e sociedade. Com que estou contribuindo?
A segunda geração do povo de Deus chega à Canaã e agora o maná cessa. Acabou a festa. Vocês não vão repetir o erro dos seus pais. Que cada um cumpra com suas responsabilidades. Vocês chegaram ao destino, tal qual como prometi. É hora de assumirem suas faltas. Agora vocês vão colher o fruto de suas mãos. Estarei sempre com vocês, orientando-os, guiando-os pelas mãos e tratando-os como filhos queridos.
Não permitamos que as vantagens aparentes desse mundo em trevas nos leve a um prejuízo real.
Lutemos por aquilo que queremos com serenidade e acreditando que o Senhor está conosco.
Deixemos de lado os escapismos, desfrutando do "melhor dessa terra". Com o Senhor. Sempre!
Com carinho;
Rev Emir Tavares

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

DIAS MUITO MAUS.MAUS MESMO!

"Cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores," ( Rm 1:29).

Esse versículo se encaixa muito bem em relação ao que está sociedade pós-moderna ocidental - principalmente - está passando.
As pessoas não se entendem  e cada um está voltado vez cada mais para os seus próprios interesses. O universo de cada um está restrito a circunferência do seu umbigo.
Na Holanda - eita país pequenino e de ponta - as pessoas quando vão ficando idosas vão sendo isoladas cada vez mais e sem voz ativa nas mínimas decisões familiares. Ou seja, viram objetos de decoração num museu de indiferença e desamor. Simplesmente fecham a porta e jogam foram a chave.
Quando o moribundo vem a falecer, a funerária é contratada e - em vinte e quatro horas - toma todas as providências sem que a família seja "importunada": cremação e até mesmo uma reunião formal onde se bebe à saúde daquele que um dia foi o patriarca daquele bando de lobos vorazes. Nada é esquecido além da memória daquele que se foi. Avareza e maldade andam de mãos juntas num féretro de ingratidão e de dor.
A revista Exame de 27/07/10, publicou uma matéria sobre o consumismo em que o Brasil em breve será o quinto país no ranking, com um consumo interno na ordem de cinco trilhões de reais. Cifras muito assustadoras para um país dito emergente e com uma qualidade de vida que deixa muito a desejar.
O consumismo leva ao individualismo, onde as pessoas vão se apartando cada vez mais dos valores elementares da dignidade humana. Sem falar no hedonismo, com a busca do prazer a qualquer custo e a qualquer hora. É como se o mundo estivesse prestes a explodir e "vamos aproveitar e tirar proveito de tudo que pudermos". Pobres desesperançados cuja confiança está restrita à esse mundo temporal. Felizes são aqueles cuja esperança esta depositada na ressurreição de Cristo e não se restringe apenas a essa vida temporal e efêmera.
Não é à toa que pessoas são mortas, queimadas em pneus, corpos lançados aos cães da covardia e - o que sobrar - servir de concreto nesse "esqueleto" da impunidade e da orgia.
Que valores outros sejam "ressuscitados" a fim de que possamos conviver em um ambiente mais fraterno e justo, onde aqueles que dedicaram toda a sua vida em nosso benefício sejam tratados com respeito e consideração que conquistaram e merecem.
Caso contrário, o precipício está bem à nossa frente  e, tal qual no tanque de Betesda, salve-se quem puder ou fique à espera de um anjo que só existe no imaginário popular.
Sem egoísmo;
Rev Emir Tavares

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O AMOR JAMAIS ACABA

O Amor jamais acaba
Numa sociedade tão imediatista como a nossa tal afirmativa é, no mínimo, desconcertante.
Tudo é previamente estabelecido com prazo de validade devidamente determinado. Isso não se aplica apenas a produtos/serviços que - cá entre nós - competem entre si pela inutilidade e obsolescência planejada. Ou seja, tudo é descartável e com vida útil curta. Isso afeta também as esperanças, os sentimentos das pessoas. Afinal, tudo é descartável, tudo é passageiro. Estamos na era da afetividade plastificada. Passa-se com muita rapidez da afeição ao desamor; do comprometimento à indiferença. São os tempos pós-modernos, onde todos correm sem saber exatamente para onde e para que. O importante é viver intensamente, pois a vida é curta e não sabemos o que vai acontecer amanhã. Então que aproveitem o máximo que puderem. Viva o edonismo e abaixo tudo e todos que quiserem te cercear, com discursos castradores. Porventura não nos é tudo permitido e, praticamente, tudo nos convém?
Só que o homem, quando diante do verdadeiro Amor, muda radicalmente. Já não vive a vida dos outros e passa a viver sua própria vida. Não com o sentido egoísta que possa, inicialmente, transparecer. O homem quando verdadeiramente sente o sopro do Amor em suas entranhas, muda seus valores. O tempo tem um outro significado, pois não se atém apenas às coisas do presente e temporais. Tudo muda de sentido: a chuva intermitente que cai lá fora; o cantar dos pássaros; o desabrochar de uma flor, a leitura de um singelo poema...
Tudo passa a adquirir sentido. Não precisamos mais daquela correria desenfreada da multidão às cegas à beira de um precipício existencial.
Passei agora a saborear a vida plena e em seu sentido abundante. Já fui preenchido pelo verdadeiro Amor.
Amor que não cessa, que não acaba.
Tudo passará: a ciência; a procura pela projeção social; o homem como centro do Universo; cantos e desencantos, alentos e desalentos. Enfim, tudo passará. Só não passará o Amor que é atemporal; é a essência do próprio Deus, sem contra-indicações e indicado para todos indistintamente seja qual for seu estado.
Sou resultado desse Amor;
Rev Emir Tavares

sábado, 17 de julho de 2010

EU TE AMO

Li um livro há muitos anos atrás - não me lembro o nome - que tratava do relacionamento entre um casal de jovens que havia saído de sua igreja e trocavam cartas de aconselhamento com um pastor de uma outra igreja. O casal vivia junto sem serem casados e isso muito os incomodava. O pastor soube e, "para o bem da Igreja", expulsou-os sumariamente.
Depois de muito vaguearem e não terem quem os socorressem descobriram um jovem pastor e através do anonimato, passaram a trocar várias cartas. Nessa ocasião o casal em questão já estava separado e precisando de muita ajuda.
Depois de muito tempo o pastor conseguiu reuni-los para uma entrevista.
Ao longo de certo tempo, o casal foi conscientizado ao que significa a expressão "EU TE AMO".
Essa expressão tem sido muito banalizada e a todo instante ela é pronunciada, mesmo que o casal tenha se conhecido há pouco tempo. É a banalização do amor em razão de carências e sentimentos mal resolvidos.
"Eu te amo" é uma expressão muito séria e merece uma atenção especial. O jovem casal finalmente aprendeu o que isso significa. Eu te amo significa: quero viver para sempre contigo; sou responsável por você; jamais te abandonarei; pode sempre contar comigo; serei, acima de tudo, seu companheiro(a); cuidarei sempre de você, etc.
O casal entendeu a mensagem, se reconciliou, casaram-se e vivem muito felizes.
Ao falar agora "Eu te amo", espero que penses no que acabastes de ler.
Com Amor;
Rev Emir Tavares

VOCÊ SABE AMAR???

Vamos analisar os nossos sentimentos;

No grego antigo, a palavra AMOR é explicada mais amplamente do que o que se costuma resumir hoje. Para os gregos, o amor não subentende somente um sentimento, mas compreende três sentimentos diferentes: "eros", "phileo" e "ágape". Sendo assim, os gregos usavam a palavra de acordo com o tipo de amor a que estavam se referindo.

A palavra "eros" se referia ao amor sexual, que o cristão desfruta hoje dentro do casamento. A palavra "phileo" significava o amor que existia entre pais e filhos, e entre irmãos. E o amor “ágape" que é o mais profundo e o mais sublime de todos, que é o amor de DEUS.

Um relacionamento para sobreviver precisa dos três tipos de amor. O amor ágape deve ser aprendido e esta aprendizagem exige esforço e conhecimento.

A Palavra de DEUS oferece ao homem um manual que o ensina a amar nas três áreas. Ao todo, DEUS revela ao homem, no livro de I Coríntios 13:4-7, 15 características do amor, que devem ser expressadas em sua vida.

A Bíblia diz que o amor é “sofredor”. Isso significa dizer que, quem ama de verdade, tem a habilidade de não se zangar com facilidade e não levantar a voz, ou perde a calma. Isso precisa ser trabalhado, todos os dias.

O amor é benigno, portanto, quem diz ter a qualidade de amar, precisa praticar a bondade. Olhar a pessoa amada com bons olhos, elogiando-a ao invés de criticá-la, é um ponto importante e muito positivo.

Uma outra característica do amor é que ele “não é invejoso”. Portanto, não se pode ter insegurança porque o outro tem um emprego melhor, ou é mais capacitado ou até mesmo mais atraente ou inteligente.

O amor “não trata com leviandade”. Se alguém procura sempre ser o centro das atenções, se gabando todo o tempo, fazendo com que a pessoa que está ao lado se sinta humilhada, certamente ela não ama e precisa se corrigir rapidamente.

Um outro ponto chave é que o amor “não se ensoberbece”. Não pode haver orgulho e arrogância no trato da pessoa amada. Esperar ser bajulado(a) por tomar atitudes que são de inteira responsabilidade dela própria sinaliza total imaturidade. O amor “não se porta com indecência”. Uma pessoa que ama não pode ser grosseira, sarcástica, estupida, maldosa nem debochada. Ao contrário, ela precisa mostrar cada vez mais o seu amor com carinho e cortesia.

Uma pessoa que ama de verdade também “não busca os seus próprios interesses”. Em vez de ficar exigindo direitos, ela busca sempre o bem-estar da pessoa amada, observando suas necessidades, inclusive espirituais.

Um outro foco importante é que o amor “não se irrita”. Um amor verdadeiro não causa exaspero ou amargura.

O verdadeiro amor “não suspeita o mal”. A confiança é um ponto chave para sustentar qualquer relacionamento. É preciso respeitar e confiar de todo coração e ter a capacidade de perdoar.

O amor “não folga com a injustiça”. Uma pessoa que regozija quando a outra erra é porque nunca conheceu o amor. Quem ama, luta para levantar o outro, mesmo diante dos piores erros.

A Palavra de DEUS diz que quem ama “folga com a verdade”. Não importa se somente a pessoa amada é quem recebe os elogios ou recompensas, que em parte caberiam aos dois. Quem ama se alegra em ver e fazer o outro feliz.

Está escrito que quem ama “tudo sofre”. Uma pessoa é capaz de suportar qualquer provação ou angústia pelo bem daquele que ama.

O amor “tudo crê”. O sentimento sincero de quem ama produz não só a confiança na pessoa amada como o reconhecimento e a valorização de sua posição diante de DEUS.

A Bíblia relata também que o amor “tudo espera”. Quando se crê que ama, há confiança de que DEUS está agindo na vida da pessoa amada. Quem ama acredita com todas as forças que DEUS está trabalhando e moldando como o oleiro faz com o barro.

É o amor verdadeiro que faz uma pessoa “suportar tudo”. Esse é o amor que não se abala diante de crises ou qualquer outra situação.

É importante dizer que o amar não nasce de uma hora para outra. É um sentimento perfeito, mas que precisa ser construído. Como uma plantinha, o amor precisa ser regado todos os dias. É isso que o torna forte e inabalável.

Uma pessoa que se recusa a amar por medo de sofrer não entende a plenitude do amor.
Quem NÃO ama, é um eterno sofredor.

Com carinho;
Rev Emir Tavares