"Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto ao vosso Pai, que está nos céus".
Boa época essa dos tempos de Jesus. Ao menos ainda havia pessoas - mesmo motivadas pela hipocrisia - que davam esmola. Hoje, nem isso vemos. Passa-se ao largo e vamos orar. Vamos orar por eles, eis a proposta indecente. Mas essa gente está com fome e quando se está com fome não dá para esperar. Quem não já passou por aquela experência desagradável de aguardar por um almoço ao domingo com toda família reunida e que insiste em não ficar pronto? Dá uma fomezinha não dá? Imagine então quem não sabe de um almoço ou jantar decente há muito tempo. Vamos orar, não dá.
É aquela mesma hipocrisia a qual Jesus ressaltou. "O tempo passa, o tempo voa, mas a insensibilidade continua numa boa". Desculpem-me essa última fala, mas não deu para segurar.
E a situação não pára por aí em termos de insensatez e descaso. Quando vem alguma comitiva de outro paiz em que o Rio de Janeiro, por exemplo, esteja sediando, os esmolantes somem como que por encanto. Às pressas e, sem prévia consulta, são colocados Deus sabe onde. Menos mal. Em priscas eras eram jogados no Rio Guandú.
Não permitamos que nossos semelhantes menos favorecidos sejam tratados como se lixo fossem e "escondidos debaixo do tapete".
Que o Senhor não permita que sejamos atingidos pela letargia do desamor, nem que façamos "vista grossa" àquilo, que no fundo nos aflige e incomoda.
"O amor não se alegra com a injustiça". Seja de que natureza for.
Vamos orar, sim. E agir.
Rev Emir Tavares
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
O QUE É MEU É TEU (Lc 15.31)
O QUE É MEU É TEU
"Tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas".
Que frase linda. Frase que implica em um total desprendimento de valores, em mundo tão egoísta, onde o homem está voltado cada vez mais para os seus próprios interesses.
Essa frase assusta - e como assusta - pois está impregnada de altruísmo.
Essas palavras são as palavras de um pai, em resposta ao desagrado de seu filho mais velho. Justamente aquele que deveria mais apoiá-lo.
O filho mais novo já havia abandonado aquela casa, reivindicando supostos direitos.
O pai não se fez de rogado e deixou-o ir. Com o coração apertado mas na certeza que aprenderia com a vida e que um dia retornaria ao lar.
Quando depois de um certo tempo e já alquebrado, abatido e, se conformando em voltar para casa até na condição de servo do seu pai, é recebido de braços abertos na condição de filho amado como sempre foi. Isso provocou a ira do irmão mais velho, que nunca havia compreendido sua condição de filho igualmente amado.
Fazia tudo por obrigação e não por amor. Não sabia que aquilo tudo que o cercava, era seu também.
Estava faltando apenas uma oportunidade para mostrar sua real face. Na realidade não passava de um egoísta dissimulado. O seu desejo nunca foi o de agradar ao pai. O seu coração estava voltada para as farras com seus amigos. Só que agora a máscara caiu e mostrou suas reais intenções guardadas tanto tempo em sua alma.
Que possamos ser pessoas agradecidas a Deus, por tudo que ele é, por tudo que representa para nossas vidas.
Ser filho é servir ao Pai celestial sem esperar nada em troca. É servir com alegria e singeleza no coração.
É sermos gratos pelas mínimas coisas.
Sermos gratos por estarmos vivos, mesmo que passando por lutas e dificuldades.
Mesmo em meio a dor e ao sofrimento, achemos sempre um motivo para agradecer a Deus
pelo fôlego de vida que perpassa pelo nosso corpo.
Você - seja qual for a situação em que se encontre agora - poderá sim levar nem que seja uma palavra de otimismo, um sorriso, para alguém que está precisando.
Sempre existe "um alguém..."
Rev Emir Tavares
"Tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas".
Que frase linda. Frase que implica em um total desprendimento de valores, em mundo tão egoísta, onde o homem está voltado cada vez mais para os seus próprios interesses.
Essa frase assusta - e como assusta - pois está impregnada de altruísmo.
Essas palavras são as palavras de um pai, em resposta ao desagrado de seu filho mais velho. Justamente aquele que deveria mais apoiá-lo.
O filho mais novo já havia abandonado aquela casa, reivindicando supostos direitos.
O pai não se fez de rogado e deixou-o ir. Com o coração apertado mas na certeza que aprenderia com a vida e que um dia retornaria ao lar.
Quando depois de um certo tempo e já alquebrado, abatido e, se conformando em voltar para casa até na condição de servo do seu pai, é recebido de braços abertos na condição de filho amado como sempre foi. Isso provocou a ira do irmão mais velho, que nunca havia compreendido sua condição de filho igualmente amado.
Fazia tudo por obrigação e não por amor. Não sabia que aquilo tudo que o cercava, era seu também.
Estava faltando apenas uma oportunidade para mostrar sua real face. Na realidade não passava de um egoísta dissimulado. O seu desejo nunca foi o de agradar ao pai. O seu coração estava voltada para as farras com seus amigos. Só que agora a máscara caiu e mostrou suas reais intenções guardadas tanto tempo em sua alma.
Que possamos ser pessoas agradecidas a Deus, por tudo que ele é, por tudo que representa para nossas vidas.
Ser filho é servir ao Pai celestial sem esperar nada em troca. É servir com alegria e singeleza no coração.
É sermos gratos pelas mínimas coisas.
Sermos gratos por estarmos vivos, mesmo que passando por lutas e dificuldades.
Mesmo em meio a dor e ao sofrimento, achemos sempre um motivo para agradecer a Deus
pelo fôlego de vida que perpassa pelo nosso corpo.
Você - seja qual for a situação em que se encontre agora - poderá sim levar nem que seja uma palavra de otimismo, um sorriso, para alguém que está precisando.
Sempre existe "um alguém..."
Rev Emir Tavares
domingo, 27 de setembro de 2009
CONSUMISMO
CONSUMISMO
Já está comprovado que por trás do consumismo o ser humano esconde uma série de carências. Carências múltiplas, sérias e profundas. Segundo estatísticas recentes o Brasil é o quarto país do mundo em idas à shopping, e o segundo em cirurgias plásticas para fins estéticos. Não existe nenhum problema em ir ou deixar de ir ao shopping, ou se submeter à uma cirurgia plástica. As pessoas estão cada vez mais à procura de algo que possa satisfazê-las, mesmo que momentaneamente. Mas esse algo tem que se expressar de maneira tangível, que seja agradável aos olhos e, de preferência, que possa representar "status". Tudo é consumido e logo descartado. Até mesmo as relações interpessoais foram afetadas. O que se vê hoje em dia é uma "afetividade plastificada",descompromissada e mascarada por interesses escusos.
Quero, entretanto, lhe dizer que existe alguém que está sinceramente preocupado com seus anseios, com os seus questionamentos, com o seu choro, com o seu lamento e dor. Jesus, e somente Ele, tem o maior BEM que existe: a salvação. Um bem que não tem preço e que não é adquirido por mérito nosso. Essa palavra pode até confundir o mundo, mas traz paz e alegria para todos os que nela crêem. Não existe existe oferta mais maravilhosa e cheia de graça do que esta vinda do Senhor:
"Ah! Todos vós,os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite". (Is 55:1).
Rev Emir Tavares
Já está comprovado que por trás do consumismo o ser humano esconde uma série de carências. Carências múltiplas, sérias e profundas. Segundo estatísticas recentes o Brasil é o quarto país do mundo em idas à shopping, e o segundo em cirurgias plásticas para fins estéticos. Não existe nenhum problema em ir ou deixar de ir ao shopping, ou se submeter à uma cirurgia plástica. As pessoas estão cada vez mais à procura de algo que possa satisfazê-las, mesmo que momentaneamente. Mas esse algo tem que se expressar de maneira tangível, que seja agradável aos olhos e, de preferência, que possa representar "status". Tudo é consumido e logo descartado. Até mesmo as relações interpessoais foram afetadas. O que se vê hoje em dia é uma "afetividade plastificada",descompromissada e mascarada por interesses escusos.
Quero, entretanto, lhe dizer que existe alguém que está sinceramente preocupado com seus anseios, com os seus questionamentos, com o seu choro, com o seu lamento e dor. Jesus, e somente Ele, tem o maior BEM que existe: a salvação. Um bem que não tem preço e que não é adquirido por mérito nosso. Essa palavra pode até confundir o mundo, mas traz paz e alegria para todos os que nela crêem. Não existe existe oferta mais maravilhosa e cheia de graça do que esta vinda do Senhor:
"Ah! Todos vós,os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite". (Is 55:1).
Rev Emir Tavares
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
A QUEBRA DE DOGMAS
A QUEBRA DE DOGMAS
Tal qual aconteceu com a queda do muro de Berlin em nove de novembro de 1989, tudo aquilo que é considerado como dogmático é rejeitado e lançado ao chão. Essa vertente pós-moderna, para nós, genuinamente cristãos, é a mais danosa, pois não existe nada mais dogmático do que a Palavra de Deus. Como não aceitar, para nós, que só há salvação através de Jesus? Somos tachados de fundamentalistas, literalistas e que não damos margem para outras interpretações. Não é por acaso que, vez por outra, surge alguma obra, questionando a Trindade ou a divindade de Jesus. Precisamos estar alertas e levantarmos bem alto nossas bandeiras e não nos escondermos atrás de nossas denominações. Existem pessoas, e como existem que precisam ouvir uma mensagem do tipo: “... ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções aos que não têm nada preparado para si...” (Ne 8.10b).
Vamos quebrar os “neodogmas”, nos preocupando com o nosso próximo. Nesse mundo tão carente, uma palavra de carinho, uma preocupação sincera, ruiria não apenas o muro de Berlin, mas acima de tudo o muro da insensibilidade, da falta de compromisso com o outro.
Outro, esse, que não precisa necessariamente professar aquilo que achamos “certo” ou “errado”, sem cairmos no relativismo, é claro.
Vamos sempre nos lembrar da letra daquele cântico bem conhecido: ”Onde há amor os montes cairão. Onde há amor as noites dias serão. Onde há amor tudo tem solução, pois Deus está onde há amor”.
O Amor coloca por terra qualquer dogma, qualquer sofisma, qualquer maquinação humana.
Rev Emir Tavares
Tal qual aconteceu com a queda do muro de Berlin em nove de novembro de 1989, tudo aquilo que é considerado como dogmático é rejeitado e lançado ao chão. Essa vertente pós-moderna, para nós, genuinamente cristãos, é a mais danosa, pois não existe nada mais dogmático do que a Palavra de Deus. Como não aceitar, para nós, que só há salvação através de Jesus? Somos tachados de fundamentalistas, literalistas e que não damos margem para outras interpretações. Não é por acaso que, vez por outra, surge alguma obra, questionando a Trindade ou a divindade de Jesus. Precisamos estar alertas e levantarmos bem alto nossas bandeiras e não nos escondermos atrás de nossas denominações. Existem pessoas, e como existem que precisam ouvir uma mensagem do tipo: “... ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções aos que não têm nada preparado para si...” (Ne 8.10b).
Vamos quebrar os “neodogmas”, nos preocupando com o nosso próximo. Nesse mundo tão carente, uma palavra de carinho, uma preocupação sincera, ruiria não apenas o muro de Berlin, mas acima de tudo o muro da insensibilidade, da falta de compromisso com o outro.
Outro, esse, que não precisa necessariamente professar aquilo que achamos “certo” ou “errado”, sem cairmos no relativismo, é claro.
Vamos sempre nos lembrar da letra daquele cântico bem conhecido: ”Onde há amor os montes cairão. Onde há amor as noites dias serão. Onde há amor tudo tem solução, pois Deus está onde há amor”.
O Amor coloca por terra qualquer dogma, qualquer sofisma, qualquer maquinação humana.
Rev Emir Tavares
O PLURALISMO
O PLURALISMO
Nessa vertente todas as crenças, todas as religiões, todos os caminhos levam a Deus.
Vemos aqui uma forte pressão em prol, principalmente, das chamadas minorias sociais, pleiteando direitos iguais não importando o teor ético de sua mensagem.
Contrariar isso é se posicionar como "politicamete incorreto". Só que esse pluralismo (aceitação de tudo e de todos), tem um alto preço a ser pago.
Ao mesmo tempo em que se apregoa a inclusão dos menos favorecidos, o que nós vemos na prática é um discurso hipócrita, elitista, voltado para os seus próprios interesses, onde a cada dia aumenta o número dos "des" e dos subempregados. Quando falamos em "des", nos referimos aos desabrigados de toda espécie, aos desvalidos, aos que estão entregues à sua própria sorte.
A sociedade precisa ouvir o genuíno Evangelho que transforma vidas, capacita e dignifica o homem, sem retóricas vazias, sem discursos ocos como que a cauterizar consciências doentias e marcadas pelo peso do pecado e pela aviltação do ser humano.
O homem tem que se voltar para Deus, crer sim naquele sangue vertido em prol da humanidade em todos os tempos.
Sangue sempre fresco, com a mesma virtude e poder de reconciliar o que está perdido, desgarrado e sem perspectivas de dias melhores.
Essse sim é o verdadeiro pluralismo, que dá vida e a dá em abundância.
Assim cremos. Assim pregamos.
Rev Emir Tavares
Nessa vertente todas as crenças, todas as religiões, todos os caminhos levam a Deus.
Vemos aqui uma forte pressão em prol, principalmente, das chamadas minorias sociais, pleiteando direitos iguais não importando o teor ético de sua mensagem.
Contrariar isso é se posicionar como "politicamete incorreto". Só que esse pluralismo (aceitação de tudo e de todos), tem um alto preço a ser pago.
Ao mesmo tempo em que se apregoa a inclusão dos menos favorecidos, o que nós vemos na prática é um discurso hipócrita, elitista, voltado para os seus próprios interesses, onde a cada dia aumenta o número dos "des" e dos subempregados. Quando falamos em "des", nos referimos aos desabrigados de toda espécie, aos desvalidos, aos que estão entregues à sua própria sorte.
A sociedade precisa ouvir o genuíno Evangelho que transforma vidas, capacita e dignifica o homem, sem retóricas vazias, sem discursos ocos como que a cauterizar consciências doentias e marcadas pelo peso do pecado e pela aviltação do ser humano.
O homem tem que se voltar para Deus, crer sim naquele sangue vertido em prol da humanidade em todos os tempos.
Sangue sempre fresco, com a mesma virtude e poder de reconciliar o que está perdido, desgarrado e sem perspectivas de dias melhores.
Essse sim é o verdadeiro pluralismo, que dá vida e a dá em abundância.
Assim cremos. Assim pregamos.
Rev Emir Tavares
O RELATIVISMO
O RELATIVISMO
Cada um tem o direito de ser um livre pensador, no sentido original do termo.
Não importar com que o outros pensem sobre determinado assunto, sendo que o que vai interessar é a minha opinião sobre o mesmo; é a característica principal dessa vertente do pós-modernismo, dentre outras, como veremos.
Dentro desse quadro, apresentarmos Jesus como a Verdade fere o relativismo, pois o mesmo apregoa que cada um tem direito à sua própria "verdade". É livre para crer no que bem lhe aprouver. Como resultado dessa relativização as pessoas estão cada vez mais propensas a crer naquilo onde poderão , de uma forma ou de outra, galgar algum espaço, se projetar, para preencher o vazio abismal que aflige suas almas.
A aceitação de valores, de idéias, está mais voltada para aquilo que podem ganhar. As lentes estão focadas para o que se pode adquirir e não para o que se pode e se deve ser. É o detrimento do ser em prol do ter.
O conceito do sagrado e do profano se misturam numa amálgama tal qual nos tempos do profeta Oséias, ao mesmo tempo marcado por muita prosperidade (do sistema dominante, é claro), e muita devassidão e idolatria. Até o bem e o mal são super ou subestimados, de acordo com a conveniência.
Como corpo de Cristo, devemos estar atentos à tudo aquilo que tenta distorcer a Palavra de Deus, e declararmos em alto e bom som nossas convicções.
Cada um tem o direito de ser um livre pensador, no sentido original do termo.
Não importar com que o outros pensem sobre determinado assunto, sendo que o que vai interessar é a minha opinião sobre o mesmo; é a característica principal dessa vertente do pós-modernismo, dentre outras, como veremos.
Dentro desse quadro, apresentarmos Jesus como a Verdade fere o relativismo, pois o mesmo apregoa que cada um tem direito à sua própria "verdade". É livre para crer no que bem lhe aprouver. Como resultado dessa relativização as pessoas estão cada vez mais propensas a crer naquilo onde poderão , de uma forma ou de outra, galgar algum espaço, se projetar, para preencher o vazio abismal que aflige suas almas.
A aceitação de valores, de idéias, está mais voltada para aquilo que podem ganhar. As lentes estão focadas para o que se pode adquirir e não para o que se pode e se deve ser. É o detrimento do ser em prol do ter.
O conceito do sagrado e do profano se misturam numa amálgama tal qual nos tempos do profeta Oséias, ao mesmo tempo marcado por muita prosperidade (do sistema dominante, é claro), e muita devassidão e idolatria. Até o bem e o mal são super ou subestimados, de acordo com a conveniência.
Como corpo de Cristo, devemos estar atentos à tudo aquilo que tenta distorcer a Palavra de Deus, e declararmos em alto e bom som nossas convicções.
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