segunda-feira, 26 de julho de 2010

O AMOR JAMAIS ACABA

O Amor jamais acaba
Numa sociedade tão imediatista como a nossa tal afirmativa é, no mínimo, desconcertante.
Tudo é previamente estabelecido com prazo de validade devidamente determinado. Isso não se aplica apenas a produtos/serviços que - cá entre nós - competem entre si pela inutilidade e obsolescência planejada. Ou seja, tudo é descartável e com vida útil curta. Isso afeta também as esperanças, os sentimentos das pessoas. Afinal, tudo é descartável, tudo é passageiro. Estamos na era da afetividade plastificada. Passa-se com muita rapidez da afeição ao desamor; do comprometimento à indiferença. São os tempos pós-modernos, onde todos correm sem saber exatamente para onde e para que. O importante é viver intensamente, pois a vida é curta e não sabemos o que vai acontecer amanhã. Então que aproveitem o máximo que puderem. Viva o edonismo e abaixo tudo e todos que quiserem te cercear, com discursos castradores. Porventura não nos é tudo permitido e, praticamente, tudo nos convém?
Só que o homem, quando diante do verdadeiro Amor, muda radicalmente. Já não vive a vida dos outros e passa a viver sua própria vida. Não com o sentido egoísta que possa, inicialmente, transparecer. O homem quando verdadeiramente sente o sopro do Amor em suas entranhas, muda seus valores. O tempo tem um outro significado, pois não se atém apenas às coisas do presente e temporais. Tudo muda de sentido: a chuva intermitente que cai lá fora; o cantar dos pássaros; o desabrochar de uma flor, a leitura de um singelo poema...
Tudo passa a adquirir sentido. Não precisamos mais daquela correria desenfreada da multidão às cegas à beira de um precipício existencial.
Passei agora a saborear a vida plena e em seu sentido abundante. Já fui preenchido pelo verdadeiro Amor.
Amor que não cessa, que não acaba.
Tudo passará: a ciência; a procura pela projeção social; o homem como centro do Universo; cantos e desencantos, alentos e desalentos. Enfim, tudo passará. Só não passará o Amor que é atemporal; é a essência do próprio Deus, sem contra-indicações e indicado para todos indistintamente seja qual for seu estado.
Sou resultado desse Amor;
Rev Emir Tavares

sábado, 17 de julho de 2010

EU TE AMO

Li um livro há muitos anos atrás - não me lembro o nome - que tratava do relacionamento entre um casal de jovens que havia saído de sua igreja e trocavam cartas de aconselhamento com um pastor de uma outra igreja. O casal vivia junto sem serem casados e isso muito os incomodava. O pastor soube e, "para o bem da Igreja", expulsou-os sumariamente.
Depois de muito vaguearem e não terem quem os socorressem descobriram um jovem pastor e através do anonimato, passaram a trocar várias cartas. Nessa ocasião o casal em questão já estava separado e precisando de muita ajuda.
Depois de muito tempo o pastor conseguiu reuni-los para uma entrevista.
Ao longo de certo tempo, o casal foi conscientizado ao que significa a expressão "EU TE AMO".
Essa expressão tem sido muito banalizada e a todo instante ela é pronunciada, mesmo que o casal tenha se conhecido há pouco tempo. É a banalização do amor em razão de carências e sentimentos mal resolvidos.
"Eu te amo" é uma expressão muito séria e merece uma atenção especial. O jovem casal finalmente aprendeu o que isso significa. Eu te amo significa: quero viver para sempre contigo; sou responsável por você; jamais te abandonarei; pode sempre contar comigo; serei, acima de tudo, seu companheiro(a); cuidarei sempre de você, etc.
O casal entendeu a mensagem, se reconciliou, casaram-se e vivem muito felizes.
Ao falar agora "Eu te amo", espero que penses no que acabastes de ler.
Com Amor;
Rev Emir Tavares

VOCÊ SABE AMAR???

Vamos analisar os nossos sentimentos;

No grego antigo, a palavra AMOR é explicada mais amplamente do que o que se costuma resumir hoje. Para os gregos, o amor não subentende somente um sentimento, mas compreende três sentimentos diferentes: "eros", "phileo" e "ágape". Sendo assim, os gregos usavam a palavra de acordo com o tipo de amor a que estavam se referindo.

A palavra "eros" se referia ao amor sexual, que o cristão desfruta hoje dentro do casamento. A palavra "phileo" significava o amor que existia entre pais e filhos, e entre irmãos. E o amor “ágape" que é o mais profundo e o mais sublime de todos, que é o amor de DEUS.

Um relacionamento para sobreviver precisa dos três tipos de amor. O amor ágape deve ser aprendido e esta aprendizagem exige esforço e conhecimento.

A Palavra de DEUS oferece ao homem um manual que o ensina a amar nas três áreas. Ao todo, DEUS revela ao homem, no livro de I Coríntios 13:4-7, 15 características do amor, que devem ser expressadas em sua vida.

A Bíblia diz que o amor é “sofredor”. Isso significa dizer que, quem ama de verdade, tem a habilidade de não se zangar com facilidade e não levantar a voz, ou perde a calma. Isso precisa ser trabalhado, todos os dias.

O amor é benigno, portanto, quem diz ter a qualidade de amar, precisa praticar a bondade. Olhar a pessoa amada com bons olhos, elogiando-a ao invés de criticá-la, é um ponto importante e muito positivo.

Uma outra característica do amor é que ele “não é invejoso”. Portanto, não se pode ter insegurança porque o outro tem um emprego melhor, ou é mais capacitado ou até mesmo mais atraente ou inteligente.

O amor “não trata com leviandade”. Se alguém procura sempre ser o centro das atenções, se gabando todo o tempo, fazendo com que a pessoa que está ao lado se sinta humilhada, certamente ela não ama e precisa se corrigir rapidamente.

Um outro ponto chave é que o amor “não se ensoberbece”. Não pode haver orgulho e arrogância no trato da pessoa amada. Esperar ser bajulado(a) por tomar atitudes que são de inteira responsabilidade dela própria sinaliza total imaturidade. O amor “não se porta com indecência”. Uma pessoa que ama não pode ser grosseira, sarcástica, estupida, maldosa nem debochada. Ao contrário, ela precisa mostrar cada vez mais o seu amor com carinho e cortesia.

Uma pessoa que ama de verdade também “não busca os seus próprios interesses”. Em vez de ficar exigindo direitos, ela busca sempre o bem-estar da pessoa amada, observando suas necessidades, inclusive espirituais.

Um outro foco importante é que o amor “não se irrita”. Um amor verdadeiro não causa exaspero ou amargura.

O verdadeiro amor “não suspeita o mal”. A confiança é um ponto chave para sustentar qualquer relacionamento. É preciso respeitar e confiar de todo coração e ter a capacidade de perdoar.

O amor “não folga com a injustiça”. Uma pessoa que regozija quando a outra erra é porque nunca conheceu o amor. Quem ama, luta para levantar o outro, mesmo diante dos piores erros.

A Palavra de DEUS diz que quem ama “folga com a verdade”. Não importa se somente a pessoa amada é quem recebe os elogios ou recompensas, que em parte caberiam aos dois. Quem ama se alegra em ver e fazer o outro feliz.

Está escrito que quem ama “tudo sofre”. Uma pessoa é capaz de suportar qualquer provação ou angústia pelo bem daquele que ama.

O amor “tudo crê”. O sentimento sincero de quem ama produz não só a confiança na pessoa amada como o reconhecimento e a valorização de sua posição diante de DEUS.

A Bíblia relata também que o amor “tudo espera”. Quando se crê que ama, há confiança de que DEUS está agindo na vida da pessoa amada. Quem ama acredita com todas as forças que DEUS está trabalhando e moldando como o oleiro faz com o barro.

É o amor verdadeiro que faz uma pessoa “suportar tudo”. Esse é o amor que não se abala diante de crises ou qualquer outra situação.

É importante dizer que o amar não nasce de uma hora para outra. É um sentimento perfeito, mas que precisa ser construído. Como uma plantinha, o amor precisa ser regado todos os dias. É isso que o torna forte e inabalável.

Uma pessoa que se recusa a amar por medo de sofrer não entende a plenitude do amor.
Quem NÃO ama, é um eterno sofredor.

Com carinho;
Rev Emir Tavares

quarta-feira, 30 de junho de 2010

AMAS AQUILO QUE CUIDAS?

Infelizmente, de um modo geral, os homens não cuidam daquilo e, principalmente, daqueles que estão sob seus cuidados. Alás, cuidar de alguém virou algo muito ambíguo.
Há um certo tempo já se criou até os cuidadores de idosos. E muita gente ganhando muito dinheiro com isso. Nada contra os cuidadoros e muitíssimo contra com os descuidados dessa vida; sejam inválidos ou pessoas saudáveis, pois existem pessoas que estão "esbajando saúde" e precisam de você.
Existem pessoas que idolatram quadros de arte ou livros raros como se fossem pedras valiosas de altíssimo valor. Amam o que lhe dão prazer e "status" e se esquecem de quem está ao seu lado, de tão pertinho que dá para sentir sua respiração. Mas não amam. Sinplesmente porque não nasceram com o gen do amor. Nasceram só para serem amados, apesar de afirmarem e de, até crerem, no contrário.
São doentes patológicos que destruem tudo que estiver à sua frente e ainda têm o dom de se vitimizar. Os defeitos estão nos outros, em mim só virtudes!
Quem ama e reconhece os defeitos, acreditando que são perfeições, perfeições ama e nãos os defeitos. Como um bom perfeccionista que é, perfeccionistas procura.
Como já disse os homems não amam o que cuidam, pois o mais importante é cuidar de si mesmo.
Amam as pessoas, não como são, mas, como acham que deveriam ser. Amam aquilo que pode lhes trazer um resultado significativo e que seja de forma rápida. Esquecem que o amor é paciente e não exige nada em troca.
Faça um bem a você mesmo: ame ao seu próximo não como a si mesmo. Ame ao seu próximo sim, mas dentro de valores altruístas e abnegados. Faça disso sua missão aqui na terra.
Jesus um dia antes da sua morte amou os seus "até o fim". Uma tradução mais adequada diria que Jesus amou os seus até "o extremo". Ou seja, não havia mais espaço, mais possiblidade por remota que fosse, que Jesus não tivesse adentrado nos liames dos seus e não os tivesse amado "até o fim" ou "até o extremo".
AME DE FORMA EXTREMADA E NÃO APENAS DE FACHADA!
Com carinho;
Rev Emir Tavares

quarta-feira, 23 de junho de 2010

EXEMPLO PRÁTICO DE GRAÇA!

EXEMPLO PRÁTICO DE GRAÇA:
Sir Edward Jones, famoso artista inglês do sec 19, foi tomar chá na casa de sua filha. Como um presente especial, sua pequenina neta teve permissão para sentar-se à mesa. Ela comportou-se mal e a mãe mandou-a ficar de pé num canto, de frente para a parede. Sir Edward, um avô bem treinado, não interferiu com a disciplina da neta, mas na manhã seguinte chegou a casa da filha com tintas e paleta. Ele foi até a parede onde a menina fora forçada a ficar e ali pintou quadros - um gatinho correndo atrás da própria cauda; cordeirinhos no campo; peixinhos dourados nadando.
Ele decorou a parede de ambos os lados daquele canto com pinturas para alegrar a neta. Se fosse obrigada a ficar de novo de castigo no canto, pelo menos tinha alguma coisa para olhar.
O mesmo acontece com o Senhor. Quando fazemos aquilo que não devemos, Ele pode administar disciplina,algumas bem severas, mas jamais nos volta as costas...Ele não manda Seu filho para o inferno! Nós também não caímos da graça e ficamos presos por trás das grades da Lei. Ele trata com aqueles que são Seus pela graça...favor belíssimo, encantador, não merecido.
É de fato suurpreendente!
[De Charles Swindoll em seu livro:O despertar da Graça]

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A VIDA NO DESERTO

A VIDA NO DESERTO: SILÊNCIO

Meditação: Se o SENHOR não tivera ido em meu auxílio, a minha alma quase que teria ficado no silêncio. Salmos 94:17

Deus está em toda parte. Porém, a única maneira de vivificar as coisas de Deus é vivificar o coração. Quando o coração se enche de Deus, os fatos da vida se enchem do encanto de Deus. E o coração se vivifica no deserto porque é este um tempo forte dedicado a Deus em silêncio, solidão e oração. Deserto significa confronto consigo mesmo e com a proposta de Deus referente a realidade do presente que estamos vivendo e que requer de nós uma tomada de posição, uma resposta. Aí esta o significado do deserto que Jesus fez antes de sair para o anuncio do Reino de Deus: estar cheio do Espírito Santo.

Na vida do deserto, no silêncio estamos presentes somente nós e Deus. Experimentamos o amor gratuito de Deus: O Pai me ama sem um porquê, sem um para quê, sai a meu encontro e me guia quando estou nas trevas e nas noites escuras da fé; e eu só tenho que me deixar encontrar e ser amado por Ele. A ambigüidade de nossas motivações e de nossas generosidades emergem, e nos vemos tal como somos, ou melhor, tal como Deus nos vê.

A primeira condição da Vida do Deserto manifestada pelo silêncio é a paciência. Paciência para que os que querem tomar Deus a sério. Paciência não é a arte de esperar, mas a arte de saber, e o que se sabe se espera. E, no caso presente, saber que Ele é essencialmente gratuidade e, por conseguinte, as iniciativas de uma graça são e serão desconcertantes e imprevisíveis para nós: porque nEle não funciona como em nós – as leis de causa e efeito, ação e reação, as leis da proporcionalidade, os cálculos de probabilidade, mas somente a lei da Gratuidade: tudo é Dom, tudo é graça.

Deus tem o seu tempo, a sua hora de que na plena gratuidade, que é de falar, tocar, experimentar a nossa humanidade. Importante é nos colocar em profunda, serena e calma atitude de adoração e espera. “Deus vai me falar”.

Não se esqueça de que o crescimento em Deus será lentamente evolutivo e com prováveis altos e baixos, precisamos ter paciência também nisto.

E a paciência irá gerar a perseverança. Perseverança é o segundo sinal gerada pelo silêncio do deserto. Perseverar nos momentos de aridez e dispersão.

O terceiro sinal mais seguro da presença divina manifestada pelo silêncio do deserto não é o fervor, mas a paz, uma paz – diferente da calma – que reside no nível profundo da pessoa humana.

E por fim, não podemos esquercer da esperança que nunca morre. A ilusão acaba em desilusão. Mas a esperança é uma força estável, serena e imortal que, quando tudo cai por terra, ela sempre responde: não importa, comecemos outra vez, amanhã será melhor, para cima! Vamos adiante!



PENSE: Ó Deus,

Este é o momento mais precioso do meu dia:
Vir em Teus pés em quietude
Enquanto a luz enche o meu mundo de alegria,
Passada a noite,
Passada a madrugada
Por entre gotas de orvalho formadas sobre a terra escura,
Nos segredos da noite,
No sossego dos mistérios de Deus.
Tu não podes segurar o vento do deserto.
Lá não tens montanhas para te protegerem
nem cavernas para te esconderes.
Mas podes ficar quieto,
Com o coração aberto,
E escutar no vento a voz de Deus.
Estradas de luz abrem-se o mundo,
Descendo de Deus, o Eterno.
Obrigada, Pai, por tornares santo este lugar
E abençoado este tempo na tua presença,
Na quietude do dia que nasce neste deserto,
Onde escuto a Tua voz com o coração aberto.

(Quietude. De Clarisse de Barros)

Rev Emir Tavares